Este é um blogue que surge no âmbito da disciplina de História do Património (Professora Marta M. Gomes), inserida na área de Humanísticas - Turismo, dos Cursos Secundários Profissionalmente Qualificantes. Durante o decorrer deste ano lectivo serão aqui colocados excertos dos trabalhos realizados pelos alunos no sentido de dar a conhecer o património existente em S. Tomé e Príncipe, mas também, visando o objectivo de promover turisticamente este belíssimo arquipélago. Pretende-se ainda, promover uma cidadania activa, no que diz respeito à preservação e manutenção do Património existente.

Esperamos que encontre aqui razões suficientes para visitar a nossa casa e para todos os que já aqui vivem, esperamos que consigamos o objectivo de espalhar a mensagem de que é preciso preservar a nossa história a fim de legar às gerações futuras uma herança digna de ser respeitada e apreciada.

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terça-feira, 29 de abril de 2008

Nova publicação...

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coordenação de Maria do Céu Madureira

"Segundo o antropólogo Paulo Valverde o sistema de medicina tradicional são-tomense preconiza que a parendizagem de um futuro mestre possa ocorrer segundo alguns padrões de accção recorrentes: pela dádiva de um mais velho por gratidão face à generosidade desinteressada demonstrada por um jovem; pela eleição de um indivíduo só por que um mais velho se apercebeu das suas potencialidades; pela entrada espontânea, muitas vezes associada a violentas crises pessoais, de um espírito na cabeça da pessoa; ou, algumas vezes, pela busca voluntarista de um diletante que aprende com os mais velhos, a quem pede auxílio, ou através de métodos autodidactas."

"Existe em S. Tomé e Príncipe uma clara distinção entre as diferentes ocupações dos terapeutas tradicionais, estando registados os seguintes tipos de Curandeiros: Massagistas, Stlijon Mátu (cirurgião do mato), Tchiladô Ventosa (aplicador de ventosas), Piadê Záua (analisador de urina), Patleta (parteira tradicional). Há ainda a referir os Fitchicêlu (feiticeiros), que utilizam práticas mais ou menos sobrenaturais, para resolver os problemas das pessoas que o procuram (8).É de referir o número cada vez menor de terapeutas tradicionais com descendência interessada a quem possam passar os seus conhecimentos, pelo que se torna ainda mais importante documentar a herança cultural destes velhos terapeutas tradicionais."

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